Derivada: a taxa de mudança
Arraste P e Q sobre a curva e veja a secante virar tangente quando h diminui; compare a derivada simbólica com a numérica para f(x) digitada.
Arraste P e Q sobre a curva e veja a secante virar tangente quando h diminui; compare a derivada simbólica com a numérica para f(x) digitada.
Quando você olha o velocímetro do carro, ele mostra a velocidade naquele instante. Mas a velocidade média é só a distância dividida pelo tempo de uma viagem. A derivada é a ferramenta que resolve essa diferença: ela mede como uma quantidade muda em cada ponto.
Para uma função f(x), a taxa média de variação entre x e x + h é (f(x + h) − f(x)) / h. Esse quociente é a inclinação da secante, a reta que passa pelos pontos P = (x, f(x)) e Q = (x + h, f(x + h)). A derivada é o que acontece quando h fica cada vez menor, até o limite. Geometricamente, é a inclinação da reta tangente à curva naquele ponto.
A definição formal é:
f'(x) = lim (h → 0) de (f(x + h) − f(x)) / h
Por exemplo, para f(x) = x², a derivada é 2x. No ponto x = 3, a inclinação é 6: a curva sobe seis unidades para cada uma no eixo horizontal.
Na aula, o ponto Q é arrastado sobre a curva e a diferença h = x(Q) − x(P) fica visível no painel. Com h grande, a secante corta a curva em dois pontos e a inclinação é uma média. Com h pequeno, a secante fica praticamente colada à curva, e sua inclinação se aproxima da tangente. O painel mostra essa diferença, que cai quando h cai.
Quando h = 0, o quociente tem divisão por zero. Por isso a derivada não é calculada pela substituição direta de h = 0, e sim pelo limite. A aula trata esse caso com a mensagem "indefinida", e não com um número.
Não é preciso calcular o limite toda vez. Algumas regras cobrem a maioria dos casos:
A aula calcula a derivada simbólica pelas regras e a derivada numérica por diferença central, (f(x + ε) − f(x − ε)) / (2ε). Quando as duas concordam, a conta está certa.
Isaac Newton desenvolveu a ideia para estudar movimento, e Gottfried Leibniz a formalizou de forma independente com a notação dy/dx que usamos até hoje. A discussão sobre quem chegou primeiro foi longa e amarga, mas ambos contribuíram de forma decisiva.
Derivadas descrevem velocidade e aceleração na física, custo marginal em economia e a sensibilidade de modelos de aprendizado de máquina. Sempre que a pergunta é "quanto muda isso se eu mudar um pouco aquilo?", a derivada é a resposta.
Pontos em que a derivada vale zero são candidatos a máximos e mínimos locais. Por isso, ao projetar uma embalagem de volume fixo com o menor custo de material, a derivada do custo indica a forma ideal.
A notação f'(x) foi criada por Lagrange, e dy/dx por Leibniz. Ambas convivem até hoje: a de Leibniz é melhor para mudanças de variável, e a de Lagrange, mais compacta.
Resposta: a taxa instantânea de variação, ou a inclinação da tangente. Não é o valor máximo, nem a área sob a curva.
Resposta: 2x. No ponto x = 3, a derivada vale 6.
Para f(x) = x^2 no ponto x0 = 3, faça o quociente de Newton com h = 1, 0,1 e 0,01. Para qual número ele se aproxima?
Anote a inclinação da secante para cada h no painel. A derivada simbólica de x^2 é 2x.
Digite f(x) = 1/x e tente x0 = 0. O que acontece com a secante e com a derivada?
Olhe o painel: a função não existe em x0, e a inclinação não é definida.
Encontre x0 em que a tangente de sen(x) é horizontal, na primeira vez que isso acontece para x > 0.
A tangente horizontal ocorre onde a derivada vale zero; compare com o gráfico de f'(x).
Com f(x) = x^3 - 3*x, por que a derivada é zero em x = -1 e x = 1? Qual é o nome desses pontos?
Ative o gráfico de f'(x) e veja onde ela cruza o eixo x; esses são os extremos locais.
Cada conceito leva à lista de aulas que o usam, por disciplina.
Trilha de estudo: Funções · Mapa de conceitos