Números primos: crivo, espiral e contagem
Anime o crivo de Eratóstenes, veja os primos na espiral de Ulam, fatore qualquer número digitado e compare π(n) com n/ln n.
Anime o crivo de Eratóstenes, veja os primos na espiral de Ulam, fatore qualquer número digitado e compare π(n) com n/ln n.
Um número primo é um inteiro maior que 1 cujos únicos divisores positivos são 1 e ele mesmo. Os primeiros são 2, 3, 5, 7, 11, 13… O número 1 não é primo, e o 2 é o único primo par. Todo inteiro maior que 1 se escreve de forma única como produto de primos (o teorema fundamental da aritmética).
Escreva os números de 2 até N. Comece pelo 2 e risque todos os seus múltiplos a partir de 4. Passe para o próximo número que sobrou, que é primo, e risque os múltiplos dele a partir do quadrado. Repita até passar de √N. O que sobrou são os primos.
Por que basta ir até √N? Se um composto n = a · b tem os dois fatores maiores que √n, então a · b > n. Logo, todo composto tem um fator primo menor ou igual a √n, e esse fator já riscou o número. Começar no quadrado do primo é a mesma ideia: os múltiplos menores, como 2p, 3p, já foram riscados por primos menores.
A aula anima os passos. Cada passo mostra o primo atual, em destaque, e os números que ele risca nesse momento.
Para saber se n é primo, basta testar divisores até √n. Se nenhum divide n, ele é primo. Para fatorar, divida pelo menor primo possível enquanto der e repita com o quociente. Para 600 851 475 143, o menor fator é 71, e a fatoração completa é 71 · 839 · 1 471 · 6 857.
Esse método é simples e rápido para números de até uns quinze dígitos, mas fica inviável para números com centenas de dígitos. É justamente essa dificuldade que protege a criptografia RSA, tema de outra aula.
Em 1963, o matemático Stanisław Ulam, enquanto rabiscava durante uma apresentação entediante, começou a escrever os inteiros numa espiral a partir do centro. Os primos formaram alinhamentos diagonais e colunas, que não são óbvios. A aula desenha a espiral com os primos marcados.
Os alinhamentos ainda não são totalmente explicados. Polinômios como n² + n + 41 geram primos para n de 0 a 39, o que mostra por que padrões quadráticos podem aparecer.
Euclides demonstrou, por volta de 300 a.C., que há infinitos primos: se houvesse uma lista finita, o produto de todos eles mais 1 teria um divisor primo que não está na lista.
Os primos ficam mais raros à medida que os números crescem. O teorema dos números primos diz que a quantidade π(n) de primos até n é aproximadamente n ÷ ln n, com erro relativo que tende a zero. A aula compara as duas curvas: π(n) em linha contínua e n ÷ ln n tracejada.
Aplique o crivo até N = 100. Quantos passos são necessários, e por que não é preciso riscar os múltiplos de 11 nem de 13?
Conte os primos até √100 = 10. Um composto de até 100 sempre tem um fator primo menor ou igual a 10.
Digite 1 000 000 011. Ele é primo? Se não for, encontre um divisor sem olhar a fatoração pronta.
Some os algarismos do número. Se a soma for múltipla de 3, o número também é.
Na espiral de Ulam, os primos parecem se alinhar em diagonais. Aumente o limite e observe. Por que esses alinhamentos existem?
Compare com polinômios como n² + n + 41, que geram muitos primos seguidos.
Até n = 10 000, a razão π(n) ÷ (n ÷ ln n) está acima ou abaixo de 1? O que acontece quando n cresce?
Olhe a linha 'razão' do painel e o teorema dos números primos: a razão tende a 1, mas devagar.
Nenhum. Esta aula pode ser o começo.
Cada conceito leva à lista de aulas que o usam, por disciplina.
Trilha de estudo: Números · Mapa de conceitos