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Matemágica

Cônicas: elipse, parábola e hipérbole

Escolha elipse, parábola ou hipérbole, gire e mova a cônica e arraste um ponto sobre ela: veja os focos, a excentricidade, a diretriz, a propriedade focal e a equação geral com sua classificação.

Nível 4 · Muito avançado Ferramenta Origem: nova

Cônicas: elipse, parábola e hipérbole

As cônicas são as curvas obtidas ao cortar um cone circular por um plano. Pela interseção com planos diferentes, surgem a elipse (corte oblíquo que atravessa todas as geratrizes), a parábola (plano paralelo a uma geratriz) e a hipérbole (corte que atravessa as duas metades do cone). Mas a forma mais útil para cálculo é a definição por focos e diretriz, que esta aula usa.

Para uma cônica, existe um foco F, uma diretriz d e uma constante e (a excentricidade) tais que, para todo ponto P da curva, a razão entre a distância PF e a distância de P à diretriz é igual a e. Com e = 1 temos a parábola; com 0 < e < 1, a elipse; e com e > 1, a hipérbole.

Nesta aula você escolhe o tipo, o tamanho, a rotação e o centro, e arrasta um ponto P que fica sempre sobre a curva. O painel mostra os focos, a excentricidade, a diretriz, a propriedade focal de P e a equação geral.

O que observar

Fórmulas (forma padrão, sem rotação)

Com centro (h; k) e rotação θ, as coordenadas globais são obtidas por (x; y) = (h; k) + x'·(cos θ; sen θ) + y'·(−sen θ; cos θ). Substituindo x' e y' na forma padrão e expandindo, chega-se à equação geral.

Por que é verdade

Para a elipse, tome um ponto P e as distâncias aos focos. A soma PF1 + PF2 não depende de P: é o comprimento do eixo maior, 2a. Isso sai da definição com o círculo de raio 2a centrado em F2: a distância de P a F1 é a diferença entre 2a e a distância a F2, e a elipse é o lugar desses pontos.

Para a hipérbole, a mesma ideia com diferença em vez de soma: |PF1 − PF2| = 2a, e os dois ramos são os lugares em que a diferença vale exatamente 2a.

Para a equação geral, o ponto importante é que a rotação não muda a natureza da curva. O termo quadrático xy aparece quando o eixo está girado, e o discriminante B² − 4AC é invariante por rotação e translação, por isso classifica a cônica independentemente de como ela está posicionada.

Aplicações

Curiosidade

Apolônio de Perga estudou as cônicas por volta do ano 200 a.C. e deu a elas os nomes que usamos: elipse (uma falta, ou um "deixar faltar"), parábola (uma "aplicação") e hipérbole (um "excesso"). Essas palavras descrevem a relação entre a área de um retângulo construído sobre a corda e a área de um retângulo de referência. Os focos e a diretriz só foram formalizados séculos depois. Até onde a propriedade focal aparecia no trabalho de Apolônio é questão de interpretação dos textos; a aula a trata como resultado moderno, verificável com coordenadas.

Desafios

  1. Na elipse, arraste o ponto P e confirme que PF1 + PF2 é sempre igual a 2a. Em que posição a soma é a mesma em todo o traço?

    Dica

    Essa é a definição de elipse. O valor 2a aparece no painel como constante.

  2. Na hipérbole, mova o ponto P até o ramo da direita. Por que a diferença |PF1 − PF2| é igual a 2a em todo o ramo?

    Dica

    A propriedade focal da hipérbole vale nos dois ramos, com diferença em módulo. Compare a leitura do painel com 2a.

  3. Na parábola, faça PF e a distância de P à diretriz serem iguais em dois pontos diferentes. Qual é a excentricidade de qualquer parábola?

    Dica

    Pela definição, toda parábola tem excentricidade 1. Confira no painel.

  4. Gire a hipérbole com a = b = 2 em 45°. Qual é a equação geral? Por que o discriminante é positivo?

    Dica

    Essa hipérbole é xy = 2 quando o eixo é a bissetriz dos quadrantes. Na equação geral, B² − 4AC > 0 indica hipérbole.

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Próximos passos

Nenhuma aula usa esta como pré-requisito ainda.

Conceitos

Cada conceito leva à lista de aulas que o usam, por disciplina.