O problema das quatro cores
Colorir mapas com vizinhos de cores diferentes: clique nas regiões, detecte conflitos e descubra o número cromático de mapas e grafos como K4 e K5.
Colorir mapas com vizinhos de cores diferentes: clique nas regiões, detecte conflitos e descubra o número cromático de mapas e grafos como K4 e K5.
Imagine um mapa político desenhado no plano, com países que fazem fronteira entre si. Quantas cores são necessárias para colorir o mapa de modo que dois vizinhos nunca tenham a mesma cor? A intuição diz que pode ser preciso muitas, mas a resposta é surpreendente: bastam quatro.
Para estudar o problema, troca-se cada país por um ponto (um vértice) e cada fronteira entre dois países por uma linha (uma aresta). O resultado é um grafo. Colorir o mapa é o mesmo que colorir os vértices de modo que vértices ligados tenham cores diferentes. O menor número de cores que faz isso é o número cromático do grafo.
Na aula, o mapa de 10 regiões é o grafo de vizinhança de um mapa desenhado sem cruzamentos. K4 é o caso extremo entre os mapas: cada região é vizinha das outras três, e por isso precisa de 4 cores. K5 não é planar, então não pode ser o grafo de um mapa desenhado no plano; ainda assim, ele mostra que nem todo grafo precisa de 4 cores: precisa de 5.
Em 1852, Francis Guthrie notou que quatro cores bastavam para os mapas do condado inglês onde estudava. Ele perguntou ao irmão, que levou a questão a De Morgan. Desde então, a pergunta ficou conhecida como a conjectura das quatro cores.
Durante mais de cem anos, matemáticos tentaram provar a conjectura e erraram. Em 1879, Kempe publicou uma prova que pareceu correta por uma década, até que Heawood encontrou uma falha em 1890. Ainda assim, a parte útil da ideia de Kempe, corrigida por Heawood, mostrou que cinco cores bastam para qualquer mapa.
Em 1976, Kenneth Appel e Wolfgang Haken provaram o teorema. A estratégia foi reduzir todos os mapas possíveis a um conjunto finito de configurações (cerca de 1.900, no artigo original), e um computador verificou cada uma delas. Foi um dos primeiros grandes teoremas provados com ajuda de máquina, e a discussão sobre o que conta como prova continua até hoje.
A coloração com k cores é testada por backtracking: coloca-se uma cor em cada região, em ordem, e volta-se atrás sempre que um vizinho já colorido tem a mesma cor. Para grafos pequenos, isso encontra a melhor coloração possível. O painel mostra o número cromático, χ, do grafo escolhido.
Note que o teorema garante que 4 cores bastam para grafos planares, mas não diz que o número cromático é sempre 4. Muitos mapas precisam de menos.
A solução de Appel e Haken não foi aceita de imediato por todos, porque ninguém conseguia verificar as configurações à mão. Até hoje se busca uma prova curta que possa ser conferida à mão, e nenhuma é conhecida.
Resposta: quatro. Três não bastam para todos os mapas.
Resposta: reduzindo os mapas a um número finito de casos que o computador verificou.
Este mapa de 10 regiões pode ser colorido com 3 cores? Teste com o botão 'Colorir automaticamente' e compare com o número cromático.
Use k = 3 e veja se aparece conflito no painel. O número cromático está logo abaixo das contagens.
Por que K4 precisa de 4 cores e não pode ser colorido com 3?
Use o preset 'K4 com só 3 cores' e observe o conflito. Cada região é vizinha das outras três.
Por que o grafo K5 não pode ser desenhado no plano sem cruzamentos? Relacione com o número cromático.
K5 precisa de 5 cores; o teorema das quatro cores vale só para grafos planares, e K5 não é planar.
Colorindo à mão o mapa de 10 regiões, quantas cores você usou? O programa acha uma coloração com menos?
Compare o número de cores usadas no painel com o número cromático; o programa testa todas as possibilidades.
Nenhuma aula usa esta como pré-requisito ainda.
Cada conceito leva à lista de aulas que o usam, por disciplina.
Trilha de estudo: Grafos · Mapa de conceitos